terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Você pra mim

É estar perto mesmo estando longe
E poder sentir a pele mesmo sem tocar
É poder olhar mesmo fechando os olhos
E perder o fôlego mesmo respirando fundo
É o conhecer mesmo não conhecendo
É a sensação completa mesmo faltando algo
É a vontade que não se pode saciar
É querer mesmo não querendo
É o imaginar real aquilo que é ficção
É acreditar mesmo sem fundamentos
E sonhar sem nunca ter visto
É quebrar a razão usando sentimento
É racionalizar o que estou sentindo
É sentir, sem pensar ou julgar
É ir além, sem mais voltar
É viver ou esperar.

Patrícia Souto

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Espere tudo

Toda pessoa carrega dentro de si um cordeiro e um lobo. Então, espere tudo de todo mundo. Nunca se sabe, diante das situações da vida, qual irá se manifestar.


Às vezes aquela pessoa calma e paciente pode reagir de forma agressiva. 
Às vezes uma pessoa anti-social e reservada pode se mostrar a mais prestativa junto a alguém que passa necessidade. O amor, a decepção, o ódio, a raiva, a ansiedade, a depressão, a tristeza, a paixão, a euforia, a compaixão e todos os outros sentimentos que somos capazes de sentir podem alterar nossa forma de ver a vida, as pessoas à nossa volta, o mundo ao nosso redor e provocar ações que nós mesmos não esperávamos de nós.


Todo ser humano tem em si a capacidade de fazer qualquer coisa que imaginar. Nossos princípios, nossa cultura, nossa educação, nossas crenças e costumes ajudam a moldar nosso caráter, nossa personalidade e nos impedem de fazer coisas que talvez fizéssemos se não fosse por isso. 


Quantas vezes, por um impulso de raiva, você não já pensou: "se eu pudesse eu matava ele!", ou "vontade de estrangular fulano", ou "ele merece uma surra"? Quantas vezes, num desespero apaixonado você não já pensou em abdicar do orgulho, às vezes até do amor-próprio, e correr atrás e rastejar atrás de alguém que amou?


Assim, nunca subestime nem superestime ninguém, pois qualquer um é capaz de qualquer coisa. Do contrário, você poderá se surpreender, talvez negativamente. Faça melhor: use isso a seu favor. Já que todos somos capazes de qualquer coisa, acredite no seu potencial e vá atrás de conquistar os seus sonhos. Afinal, as personalidades mais importantes da nossa história foram pessoas comuns um dia e nasceram do mesmo modo que você.


Patrícia S. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Relaxar e viver


Algumas pessoas precisam aprender a relaxar e simplesmente deixar rolar... Ficar tentando ter tudo sob controle por medo de se machucar não só não impede que isso aconteça, como impede que você aproveite o presente em toda a sua essência.. O depois só acontece se há o agora. Na vida, a única garantia é a morte. O resto vai pelo método das tentativas. É relaxar, viver e aproveitar. O que tiver que ser, será. O depois é consequência do agora. É isso aí.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que tiver que ser, será

Acredito que muito do que vivemos é consequência de nossos atos e escolhas, mas que o acaso também atua com situações e oportunidades.

Acredito que temos que passar por determinadas situações na vida, que temos carmas para resgatar e coisas para aprender... E por mais que tentemos adiar isso, uma hora teremos que enfrentar.

Entendi por experiência que se algo não for para ser e você insistir nisso, vai prolongar sofrimentos, adiar alegrias e atrasar novos aprendizados.

Também percebi que se algo tem que acontecer, o destino dá um jeitinho de colocar aquilo de novo no seu caminho, mas cabe a você escolher.

Então, o que tiver que ser, será. O que depender só de mim, farei. O que não depender, deixarei rolar, afinal, a gente não pode ter o controle de tudo e se nos fixarmos nisso será um sofrimento sem soluções.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Reticências

Gosto de reticências nas histórias de suspense, ou nos romances que leio. Mas, na história da minha vida, prefiro a vírgula: apenas uma pausa seguida de continuidade.
As reticências dão ideia de algo inacabado, mas sem nenhuma certeza de que irá continuar. Deixa mal resolvido, pois não se sabe pode haver a esperança da pausa mais prolongada de uma vírgula, ou a tristeza de um ponto final.
E é tão difícil colocar um ponto final quando você gostaria que fosse apenas uma vírgula, diante dessa incerteza das reticências...

Patrícia Souto

terça-feira, 11 de maio de 2010

Qual é a sua teoria para a objetividade?

Na minha opinião, não existe total objetividade. A partir do momento em que você expõe algo, por mais que tente ser objetivo, está expondo sua visão do que aconteceu. Ao tirar uma foto, por exemplo, você escolhe do que vai tirar foto, escolhe o ângulo, é uma escolha sua, não universal. Outra pessoa poderia tirar de um ângulo diferente, reparar em algum detalhe da cena que você não reparou ou mesmo escolher uma outra coisa para fotografar. É possível buscar e tentar se aproximar o máximo possível da objetividade, mas não é possível ser totalmente objetivo, pois o próprio ser humano não é objetivo, mas cheio de subjetividades e questões interiores abstratas...

Para que discutir...

Tem horas que, simplesmente, não adianta discutir. Se a pessoa é burra demais para entender o significado do que ela mesmo diz (que dirá do que você argumenta) ou mal-educada demais a ponto de ficar interrompendo e não deixar você falar na sua hora de falar depois de você ter se calado para ouvir o que ela tinha a dizer, não adianta discutir. É pura perda de tempo e energia. Principalmente, se essa pessoa é insignificante na sua vida e a opinião dela para você simplesmente não importa.

Uma discussão, para valer a pena, tem que ter "algum futuro". Mais do que uma discussão, tem que ser um debate, em que as duas pessoas (ou mais) falam enquanto a(s) outra(s) escuta(m). É uma via de mão dupla. Muitas vezes, após uma discussão (ou debate), há uma reflexão a respeito das opiniões expostas (claro, se elas têm fundamento). Desse modo, todos os lados saem ganhando, pois críticas construtivas servem para nossa melhora, já que vivemos numa sociedade.

Entretanto, se uma pessoa, ao querer entrar numa discussão, começa a expor questões pessoais que nada têm a ver com o tema ou a falar argumentos falhos e incoerentes com a atitude desta pessoa, realmente é perda de tempo. Levantar a voz e querer fazer barraco não só é falta de educação e de classe, como faz a pessoa perder a razão.

Outra coisa que faz a pessoa perder a razão é, numa discussão sobre determinado tema, apelar e tentar (fracassadamente) ferir a outra pessoa que está falando utilizando coisas pessoais que fogem do tema proposto. Ainda mais se a pessoa não conhece suficiente a outra e fala besteiras sem fundamento. Digno de pena. E a única reação que vai provocar na outra pessoa (que nem de longe se ofendeu com a apelação) é o riso, a pena ou o não conformismo com o fato de existirem tantas pessoas medíocres, burras e ridículas no mundo, que nem sabem se portar em algo tão simples quanto uma discussão.

Enfim, nem vale eu me extender muito.

Só espero que as pessoas, antes de discutirem e apontarem defeitos de outros, dêem três voltas ao redor e dentro de si mesmo. E, claro, revejam seus conceitos para não passarem vergonha numa discussão. De poluição sonora, já bastam as buzinas na rua! ;D

"Cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio".


Patrícia S.