terça-feira, 11 de maio de 2010
Qual é a sua teoria para a objetividade?
Na minha opinião, não existe total objetividade. A partir do momento em que você expõe algo, por mais que tente ser objetivo, está expondo sua visão do que aconteceu. Ao tirar uma foto, por exemplo, você escolhe do que vai tirar foto, escolhe o ângulo, é uma escolha sua, não universal. Outra pessoa poderia tirar de um ângulo diferente, reparar em algum detalhe da cena que você não reparou ou mesmo escolher uma outra coisa para fotografar. É possível buscar e tentar se aproximar o máximo possível da objetividade, mas não é possível ser totalmente objetivo, pois o próprio ser humano não é objetivo, mas cheio de subjetividades e questões interiores abstratas...
Para que discutir...
Tem horas que, simplesmente, não adianta discutir. Se a pessoa é burra demais para entender o significado do que ela mesmo diz (que dirá do que você argumenta) ou mal-educada demais a ponto de ficar interrompendo e não deixar você falar na sua hora de falar depois de você ter se calado para ouvir o que ela tinha a dizer, não adianta discutir. É pura perda de tempo e energia. Principalmente, se essa pessoa é insignificante na sua vida e a opinião dela para você simplesmente não importa.
Uma discussão, para valer a pena, tem que ter "algum futuro". Mais do que uma discussão, tem que ser um debate, em que as duas pessoas (ou mais) falam enquanto a(s) outra(s) escuta(m). É uma via de mão dupla. Muitas vezes, após uma discussão (ou debate), há uma reflexão a respeito das opiniões expostas (claro, se elas têm fundamento). Desse modo, todos os lados saem ganhando, pois críticas construtivas servem para nossa melhora, já que vivemos numa sociedade.
Entretanto, se uma pessoa, ao querer entrar numa discussão, começa a expor questões pessoais que nada têm a ver com o tema ou a falar argumentos falhos e incoerentes com a atitude desta pessoa, realmente é perda de tempo. Levantar a voz e querer fazer barraco não só é falta de educação e de classe, como faz a pessoa perder a razão.
Outra coisa que faz a pessoa perder a razão é, numa discussão sobre determinado tema, apelar e tentar (fracassadamente) ferir a outra pessoa que está falando utilizando coisas pessoais que fogem do tema proposto. Ainda mais se a pessoa não conhece suficiente a outra e fala besteiras sem fundamento. Digno de pena. E a única reação que vai provocar na outra pessoa (que nem de longe se ofendeu com a apelação) é o riso, a pena ou o não conformismo com o fato de existirem tantas pessoas medíocres, burras e ridículas no mundo, que nem sabem se portar em algo tão simples quanto uma discussão.
Enfim, nem vale eu me extender muito.
Só espero que as pessoas, antes de discutirem e apontarem defeitos de outros, dêem três voltas ao redor e dentro de si mesmo. E, claro, revejam seus conceitos para não passarem vergonha numa discussão. De poluição sonora, já bastam as buzinas na rua! ;D
"Cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio".
Patrícia S.
Uma discussão, para valer a pena, tem que ter "algum futuro". Mais do que uma discussão, tem que ser um debate, em que as duas pessoas (ou mais) falam enquanto a(s) outra(s) escuta(m). É uma via de mão dupla. Muitas vezes, após uma discussão (ou debate), há uma reflexão a respeito das opiniões expostas (claro, se elas têm fundamento). Desse modo, todos os lados saem ganhando, pois críticas construtivas servem para nossa melhora, já que vivemos numa sociedade.
Entretanto, se uma pessoa, ao querer entrar numa discussão, começa a expor questões pessoais que nada têm a ver com o tema ou a falar argumentos falhos e incoerentes com a atitude desta pessoa, realmente é perda de tempo. Levantar a voz e querer fazer barraco não só é falta de educação e de classe, como faz a pessoa perder a razão.
Outra coisa que faz a pessoa perder a razão é, numa discussão sobre determinado tema, apelar e tentar (fracassadamente) ferir a outra pessoa que está falando utilizando coisas pessoais que fogem do tema proposto. Ainda mais se a pessoa não conhece suficiente a outra e fala besteiras sem fundamento. Digno de pena. E a única reação que vai provocar na outra pessoa (que nem de longe se ofendeu com a apelação) é o riso, a pena ou o não conformismo com o fato de existirem tantas pessoas medíocres, burras e ridículas no mundo, que nem sabem se portar em algo tão simples quanto uma discussão.
Enfim, nem vale eu me extender muito.
Só espero que as pessoas, antes de discutirem e apontarem defeitos de outros, dêem três voltas ao redor e dentro de si mesmo. E, claro, revejam seus conceitos para não passarem vergonha numa discussão. De poluição sonora, já bastam as buzinas na rua! ;D
"Cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio".
Patrícia S.
domingo, 21 de março de 2010
Você
Quando o sorriso embala a canção
E inebriados meus olhos se encontram
A janela da face deixa a alma à mostra
Os meus segredos parecem descobertos
Olhar parece bastar só de olhar
E em teu corpo sentir o respirar
Leve o tato que afaga os cabelos
E é possível sonhar e sentir
Mesmo com confusos sentidos
É o suspirar por entre teus lábios
E o deleite do meu pensar
Um instante e uma eternidade
O infinito num espaço de tempo
Está em mim mesmo quando não está...
Patrícia S.
E inebriados meus olhos se encontram
A janela da face deixa a alma à mostra
Os meus segredos parecem descobertos
Olhar parece bastar só de olhar
E em teu corpo sentir o respirar
Leve o tato que afaga os cabelos
E é possível sonhar e sentir
Mesmo com confusos sentidos
É o suspirar por entre teus lábios
E o deleite do meu pensar
Um instante e uma eternidade
O infinito num espaço de tempo
Está em mim mesmo quando não está...
Patrícia S.
Os Ponteiros do Relógio
Os ponteiros do relógio vão passando e a hora tarda a chegar... Hora de te ouvir falar novamente, de saciar minha sede por tuas palavras e opiniões, de te fazer rir ao contar alguma piada ou fazer graça para tentar te fazer sorrir, hora de ver novamente sua imagem iluminando meu dia...
Quantas horas mais vou ter de esperar para tirar seu cabelo do rosto com as minhas mãos, para enxugar suas lágrimas quando te vir triste, para ouvir seu sorriso quando eu te fizer cócegas e escutar sua voz ao pé do ouvido? Que horas poderei ver seus olhos sorrindo e te dizer o quanto senti sua falta? Quanto falta para poder te sentir mais perto de mim, ter o calor do seu corpo se misturando ao meu e sentir o sabor de seus lábios? E para poder te dizer o quão especial é cada segundo em que tenho um pedacinho de você comigo e de como é bom receber alguma notícia sua... de quantas coisas imagino ao seu lado e de quantas vezes me pego pensando em ti durante o dia...?
As horas passam e as incertezas ficam... Incertezas de se um dia essas horas vão chegar, ou de se tudo não vai passar de meros pensamentos e desejos feitos em outra hora... E os ponteiros vão passando e a hora não chega... A ansiedade parece tomar conta de meus sentidos... Os caminhos vão se traçando e me deparo com bifurcações... Já não sei mais se tudo é uma ilusão de minhas vontades e sonhos, já não sei que escolhas tomar e que caminhos escolher... O destino estará traçado e o que tiver de acontecer acontecerá de qualquer modo? Ou somos nós os responsáveis por nossos destinos? Dúvida que ultrapassou séculos e vez ou outra me deparo com ela também...
E vem a incerteza... Como saber se sente o mesmo, se seu coração também palpita ao lembrar de mim? Será que pensa em mim também quando não estamos nos falando? Como saber se uma decisão é certa ou errada? Afinal, existe certo ou errado?
Tantas questões pensadas, mas não faladas... Tantas dúvidas sentidas, mas não tiradas... E a dúvida de se é melhor ou não matar a dúvida... O não saber, o mistério, a ânsia por saber nos deixam dar asas à imaginação, viajar no tempo e no espaço, viver por sonhos o que não é vivido pela carne... Vale matar a dúvida e correr o risco de fazer tudo desabar e acabar com as possibilidades dos sonhos pela dúvida? Vale ter certeza e então se deparar com mais outras decisões a tomar, responsabilidades a ter e caminhos a seguir? Afinal, nós somos responsáveis por aqueles e aquilo que cativamos...
Atraso os ponteiros... Meu relógio não está parado, mas a hora tarda mais a chegar... E fico mais tempo sonhando, pensando... A hora um dia chegará? Quem sabe um dia ela chegue e, então, quererei parar o relógio para fazer o momento sonhado perfeito durar eternamente...
Patrícia Souto.
Quantas horas mais vou ter de esperar para tirar seu cabelo do rosto com as minhas mãos, para enxugar suas lágrimas quando te vir triste, para ouvir seu sorriso quando eu te fizer cócegas e escutar sua voz ao pé do ouvido? Que horas poderei ver seus olhos sorrindo e te dizer o quanto senti sua falta? Quanto falta para poder te sentir mais perto de mim, ter o calor do seu corpo se misturando ao meu e sentir o sabor de seus lábios? E para poder te dizer o quão especial é cada segundo em que tenho um pedacinho de você comigo e de como é bom receber alguma notícia sua... de quantas coisas imagino ao seu lado e de quantas vezes me pego pensando em ti durante o dia...?
As horas passam e as incertezas ficam... Incertezas de se um dia essas horas vão chegar, ou de se tudo não vai passar de meros pensamentos e desejos feitos em outra hora... E os ponteiros vão passando e a hora não chega... A ansiedade parece tomar conta de meus sentidos... Os caminhos vão se traçando e me deparo com bifurcações... Já não sei mais se tudo é uma ilusão de minhas vontades e sonhos, já não sei que escolhas tomar e que caminhos escolher... O destino estará traçado e o que tiver de acontecer acontecerá de qualquer modo? Ou somos nós os responsáveis por nossos destinos? Dúvida que ultrapassou séculos e vez ou outra me deparo com ela também...
E vem a incerteza... Como saber se sente o mesmo, se seu coração também palpita ao lembrar de mim? Será que pensa em mim também quando não estamos nos falando? Como saber se uma decisão é certa ou errada? Afinal, existe certo ou errado?
Tantas questões pensadas, mas não faladas... Tantas dúvidas sentidas, mas não tiradas... E a dúvida de se é melhor ou não matar a dúvida... O não saber, o mistério, a ânsia por saber nos deixam dar asas à imaginação, viajar no tempo e no espaço, viver por sonhos o que não é vivido pela carne... Vale matar a dúvida e correr o risco de fazer tudo desabar e acabar com as possibilidades dos sonhos pela dúvida? Vale ter certeza e então se deparar com mais outras decisões a tomar, responsabilidades a ter e caminhos a seguir? Afinal, nós somos responsáveis por aqueles e aquilo que cativamos...
Atraso os ponteiros... Meu relógio não está parado, mas a hora tarda mais a chegar... E fico mais tempo sonhando, pensando... A hora um dia chegará? Quem sabe um dia ela chegue e, então, quererei parar o relógio para fazer o momento sonhado perfeito durar eternamente...
Patrícia Souto.
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